25 mai, 2018
sex
em cena Água De uma forma intransigentemente poética e pedagógica, divertida e irónica, este espetáculo expõe o alheamento da humanidade perante a questão da falta de água.
Classificação
Maiores de 6
Duração
60 minutos
25 mai, 2018
sex
De uma forma intransigentemente poética e pedagógica, divertida e irónica, este espetáculo expõe o alheamento da humanidade perante a questão da falta de água.

em cena

em digressão

Classificação
Maiores de 6
Duração
60 minutos

Calendarização

25 mai
sex
22:00
Tondela  (Bar ACERT)
26 mai
sáb
21:30
Tondela  (Associação Escola Futebol Clube de Molelinhos)
27 mai
dom
15:30
Tondela  (A.C.R. Ermida)
17 jun
dom
15:30
Tondela  (Clube Borralhal)
04 out
qui
21:30
Viseu  (Outono Quente)
15 dez
sáb
21:30
Guarda  (Salão da Casa do Povo da Vela)
18 mai
sáb
21:30
Vila Real  (Espaço Peripécia Teatro, Coêdo)
12 dez
qui
14:30
Tábua  (Centro Cultural de Tábua)
13 dez
sex
21:00
Tondela  (S. João do Monte - Caramulo)
15 dez
dom
15:00
Tondela  (Pavilhão Multiusos de Parada de Gonta)

Água

Após os incêndios de outubro de 2017, o Trigo Limpo teatro ACERT criou um novo projeto de criação e circulação teatrais, Café com Teatro, e construiu já dois espetáculos no âmbito desse projeto. Fogo! e Água estrearam no Bar ACERT, a 16 de março e a 25 de maio de 2018, respetivamente, e partiram em digressão, fora de portas, pelas freguesias do concelho de Tondela que foram afetadas pela catástrofe, bem como por outras localidades que desejem refletir, de maneira divertida e poética, sobre os efeitos das alterações provocadas pelo ser humano no meio ambiente. E nestes espetáculos, rimo-nos de quê? Da nossa impotência perante a força dos elementos e da pequenez que sentimos quando somos confrontados com os erros que cometemos na nossa relação com o planeta Terra.


O primeiro espetáculo, Fogo!, tem como figura central um bombeiro e ironiza sobre os dramáticos acontecimentos, levando-nos a rir e a refletir sobre quão implacável é a natureza e como apenas reagimos à desgraça depois da “casa arrombada”: “…Os bombeiros, minha senhora, não podem andar por aí com uma malinha e uma mangueirinha a correr de casa em casa. Estou a ver os voluntários a oferecer fogos a preços módicos, arda agora e pague depois, quem que embrulhe ou leva assim! Está bem está, incêndios por catálogo, como fazem com as urnas e as flores dor mortos…”

O segundo espetáculo, Água, mantém o registo irónico do espetáculo anterior e mergulha, com humor, nas águas mornas da nossa passividade e no modo como quase não reagimos à destruição do elemento líquido. Esse elemento essencial à nossa existência e que maltratamos de forma tão violenta, esse elemento que nos habita e que habita o nosso planeta em percentagem tão elevada, e que conscientemente destruímos, lavando de seguida as mãos e atirando para trás das costas a água suja com que as lavámos e onde diluímos a culpa que é de todos.

Ficha técnica e artística

Texto: Ilda Teixeira, Pedro Sousa, Paulo Neto, Santos Fernando e Nelson Barros
Dramaturgia, encenação e interpretação: António Rebelo, Ilda Teixeira, Pedro Sousa

Apoio à encenação: Paulo Neto e Sandra Santos


Cenografia: Coletiva


Desenho de luz: Paulo Neto


Figurinos: Coletivo


Desenho gráfico: Zétavares


Fotografia de cena: Carlos Fernandes e Rui Coimbra 


Produção: Marta Costa


Apoio à produção: Rui Coimbra

 

130ª Produção do Trigo Limpo teatro ACERT


Estreado a 25 de maio de 2018


Duração: 60 minutos / Maiores de 6


Sinopse

O corpo humano é constituído por cerca de 65% de água em homens adultos e cerca de 60% em mulheres adultas.

Qual será a percentagem de água da alma?

A falta de água é um problema do planeta, abrangente e urgente. No período de seca em que vivemos é importante refletir sobre o tema. O ciclo da água é análogo ao ciclo do ser humano, não podemos deixar findar estes ciclos. De uma forma intransigentemente poética e pedagógica, divertida e irónica, este espetáculo expõe o alheamento da humanidade perante esta questão.